Certas coisas me fazem perder toda a vontade de escrever. Mas eu não acho justo. Não comigo.
A maioria das pessoas do mundo querem o amor. Há aquelas que não acreditam nele. Dessas pessoas do mundo que querem o amor, uma grande parcela não sabe valorizar o sentimento. E sabe, no fundo essas pessoas acabam se juntando com as que não acreditam. Eu faço parte da minoria que acredita. Da minoria que não quer, não quer porque já sente. Infelizmente. Digo infelizmente porque sair por aí usando e descartando corações deve ser bem mais fácil, menos doloroso e mais prático. Mas, não sou assim, que pena.
Acredito no amor. Não acredito no felizes pra sempre. O que eu acredito é em uma pessoa que vai passar o resto dos seus dias com saudade do seu amado, em alguém que a cada vez que passar por "aquele" lugar vai se lembrar dos momentos, dos olhares. Acredito que vez ou outra vai se pegar chorando de saudades, sejam elas sufocantes ou não, e que vai se perguntar: "Como seria se ainda estivéssemos juntos?" ou então "O que eu poderia ter feito pra ainda tê-lo aqui?". Isso sim é pra sempre, o sentimento, não o relacionamento. Sortudos e raros os amantes que conseguem os dois. Inveja boa de vocês.
Não consigo me adaptar a essa sociedade onde é tudo tão igualmente simples: trocar uma lâmpada, trocar de roupa e trocar de namorado. As coisas têm pesos e valores diferentes. Amor é único gente, não existe dois durante a vida. Talvez você tenha sorte e encontre alguém que seja seu cúmplice, que te provoque paixão, que te faça bem. Mas minha querida, amor é singular, é ímpar. Se você já teve o azar de encontrar o seu grande amor prepare-se, o carregará por toda a vida em seu peito.
Existem aquelas pessoas que caçam amor, também as que acham que qualquer aceleradinha do coração já é um sinal. Amor é muito mais. Amor é certeza. Quando você encontrar quem te faça senti-lo não vai ter dúvidas. É algo surreal, é maravilhosamente indescritível. É simplesmente amor, e essas quatro letras são o que mais explicam o conjunto imenso de sentimentos, mudanças, frustrações, aprendizado e tantas coisas mais que você vai passar a conhecer.
É inexplicável como tem a capacidade de ser a melhor e a pior coisa da sua vida. Te faz conhecer o céu e o inferno, ambos por coisas aparentemente tão bobas. Um abraço é o suficiente pra te apresentar o paraíso, já uma palavra fora do lugar, em má hora, te faz querer sumir, esquecer tudo. Por cinco minutos, claro, haha.
Acho que é toda essa intensidade, essa estrada imprevisível que me faz achar o amor o sentimento mais sincero e digno. Apesar dos pesares, de todos, eu me sinto muito privilegiada de saber tanto em pouco tempo. Confesso, assumo, que não sei quase nada, mas pra mim já é tanto. Vejo pessoas da minha idade e até mais velhas, bem mais velhas, não dando a mínima importância pra tudo isso. Usando pessoas, machucando a si próprios com tanto vazio. E é aí que eu vejo a sorte que tenho por saber valorizar o que se passa internamente, por saber que os sentimentos são de extrema valia.
É, uma pena que sejam poucas as pessoas no mundo capazes de tamanha nobreza: Amar.
domingo, 19 de junho de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Ketrek.
Eu tentei. Só que tentar e esquecer não são duas coisas que funcionam bem juntas.
E, mesmo tentando, minhas mãos continuaram buscando teu corpo, em outras pessoas.
Meus olhos, desesperados, ainda procuravam pelo teu rosto no meio da multidão.
Ouvi mil vozes, procurando o timbre da sua risada.
Roubei diversos corações, mas não foi a mesma coisa.
E assim eu sigo, só… Tentando. Tentando, andando e continuando.
* Te aviso quando conseguir.
E, mesmo tentando, minhas mãos continuaram buscando teu corpo, em outras pessoas.
Meus olhos, desesperados, ainda procuravam pelo teu rosto no meio da multidão.
Ouvi mil vozes, procurando o timbre da sua risada.
Roubei diversos corações, mas não foi a mesma coisa.
E assim eu sigo, só… Tentando. Tentando, andando e continuando.
* Te aviso quando conseguir.
terça-feira, 19 de abril de 2011
É estranho não falar de amor, eu que sempre dissertei tanto sobre ele hoje já não acredito mais. Triste isso de não acreditar mais em algo que até ontem era motivo de vida, né? Um pouco. A gente se acostuma com tudo, até com o vazio. É claro que nos acostumamos tão mais fácil ao que é bom, ao amor, é incrível como em um piscar de olhos alguém que nunca acreditou em amor passa a acreditar piamente. Mais difícil é alguém que brigava por ele, hoje não crer mais. Tudo na vida são fases, tudo passa. A vida é passageira, meu querido, o tempo é fulgás. Creio agora em outras coisas, outros caminhos, mas em nenhum sorriso. Não acredito em olhar algum, muito menos em palavras ditas sob impulso. As pensadas então... essas tenho repulsa. Gosto das minhas palavras apenas, mas só das verdadeiras, as que invento eu desprezo. Passei a valorizar atitudes, e nem são toda. Estou cada dia mais seletiva quanto ao que gostar ou não, gosto cada vez menos de tudo. (Mas que mania a minha de sair da terceira pessoa e vir para a primeira, ein?! É que tento generalizar pra disfarçar, mas nunca consigo). Só tem uma coisa que me deixa bem ultimamente, a lua. Seu brilho e o modo como ela muda, sempre, suas várias fases me atraem. A cheia em especial, quando ela exibe brilho, esbanja beleza e sem pedir consegue tanta atenção. Gosto da lua porque apesar das várias fases, de alguns dias estar cansada demais do mundo pra aparecer, ela sempre está lá na imensidão azul. Por mais que não possa ser vista, ela ainda esta lá!
Ta aí, entendi tudo agora. A lua me entende. Por mais que eu esteja aqui toda perdida e descrente da vida, assim como a lua eu sei que em algum lugar, tudo o que eu sempre acreditei continua aqui. Eu só preciso arrumar um jeito de achar...
* arrumarei minha bagunça assim que tiver vontade, quando eu voltar a falar coisa com coisa eu volto. E se um dia eu voltar a acreditar no amor eu conto pra vocês.
Ta aí, entendi tudo agora. A lua me entende. Por mais que eu esteja aqui toda perdida e descrente da vida, assim como a lua eu sei que em algum lugar, tudo o que eu sempre acreditei continua aqui. Eu só preciso arrumar um jeito de achar...
* arrumarei minha bagunça assim que tiver vontade, quando eu voltar a falar coisa com coisa eu volto. E se um dia eu voltar a acreditar no amor eu conto pra vocês.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Eu vejo todo mundo tão impotente diante das coisas que eu sinto, como se por mais que quisessem muito ajudar nunca saberiam o que fazer. Nem eu sei, porque eles saberiam? Eu odeio esse meu jeito de acreditar que no final vai dar certo, eu fico esperando pela hora que vai voltar tudo como antes, e paro minha vida. E se não voltar?! Eu devia considerar a idéia do término, do fim, de continuar meu caminho sozinha daqui pra frente e de quem sabe um dia porder olhar e ver que foi bom, mas é... foi. Só que não, tem algo que não me deixa parar de acreditar, de sonhar, de querer, de esperar. Não sei o que é, se é minha cabeça ou meu coração. E essa droga dessa coisa não me deixa seguir em frente, não me deixa nem querer seguir. E me dá uma raiva, uma raiva de tudo e principalmente do tempo. Como que ele pode fazer isso comigo? Como pode me afastar assim de tudo que era tão meu dessa forma? Eu queria acordar amanhã sem esse peso que tenho no peito desde o dia que você se foi, acho que é o coração virando pedra. Eu olho pras pessoas namorando e se amando e não me imagino fazendo isso denovo, não sem ela. Ontem mesmo tentei me imaginar amando alguém, me apaixonando a primeira vista. Fiquei pensando como seria a pessoa, o lugar, como serião as palavras e no fim quando me dei conta eu não estava imaginando, eu estava lembrando. Parece que nada mais faz sentido. E por alguns segundos eu consigo sentir tanta raiva de tudo, de quem atrapalha, de quem não faz nada e até de quem tenta ajudar. Eu que não sentia raiva de nada... Como foi tudo ficar assim? Onde eu me perdi? Onde eu a perdi? Minha cabeça pensa tanto, tanto, tanto, e eu achpo pensar tão dolorido. Eu não sei o que fazer, o que esperar, já que meus planos só funcionam quando ela está ...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Há algum tempo não escrevo, ando meio sem ter o que falar e cada vez mais procurando não pensar. A não ser hoje, agora. Resolvi tentar usar as palavras denovo, ver se ainda me são familiares os versos, os trechos, mas por enquanto me parece tudo novidade. É estranho, costumava sempre usar disso pra tentar explicar meu amor e agora não há mais nada pra ser explicado, é como se fosse um vazio. Não que não haja amor, é só que não faz mais sentido falar dele, nem é sudável que seja feito. Vamos esquecer o amor por hoje, ao menos tentar.
Acho que a questão de hoje é sobre como eu venho me comportando diante da vida, da minha vida. Estou gostando sim dos meus dias, das minhas pessoas e os sorrisos que estão sendo provocados em mim, tudo anda me fazendo muito bem. Mas sabe quando você olha pro futuro e vê uma grande interrogação? Eu não gosto de viver sem planos, gosto de imaginar como as coisas serão amanhã, mesmo sabendo que muitas nem chegarão perto de acontecer. Eu nem me importo se não acontecer, a parte gostosa é imaginar mesmo! Só que eu não sei porque, não me vem nada a mente, ninguém, sem planos, sem direções. Certas horas até consigo vislumbrar um sinal, um início de algo novo que me faça sonhar denovo, mas me atingiram forte, meio que cresci com dor e a realidade foi a pior coisa que aprendi. Odeio ter os pés no chão, gostava de ser lunática. É, acho que tudo meio que se resume a isso... perdi uma das coisas que eu mais gostava em mim, a falta de realidade, a coragem de viver em um mundo meu e me foder pra esse de fora. Eu juro que ainda tento, mas sempre tem uma coisa que me puxa, meio que algo querendo me proteger. Não sei.
Conclusão: não sirvo pra usar as palavras, elas só me serviam quando eu tinha um bom motivo pra mostra-las ao mundo, mas agora é tudo indiferente então fodam-se elas também.
Acho que a questão de hoje é sobre como eu venho me comportando diante da vida, da minha vida. Estou gostando sim dos meus dias, das minhas pessoas e os sorrisos que estão sendo provocados em mim, tudo anda me fazendo muito bem. Mas sabe quando você olha pro futuro e vê uma grande interrogação? Eu não gosto de viver sem planos, gosto de imaginar como as coisas serão amanhã, mesmo sabendo que muitas nem chegarão perto de acontecer. Eu nem me importo se não acontecer, a parte gostosa é imaginar mesmo! Só que eu não sei porque, não me vem nada a mente, ninguém, sem planos, sem direções. Certas horas até consigo vislumbrar um sinal, um início de algo novo que me faça sonhar denovo, mas me atingiram forte, meio que cresci com dor e a realidade foi a pior coisa que aprendi. Odeio ter os pés no chão, gostava de ser lunática. É, acho que tudo meio que se resume a isso... perdi uma das coisas que eu mais gostava em mim, a falta de realidade, a coragem de viver em um mundo meu e me foder pra esse de fora. Eu juro que ainda tento, mas sempre tem uma coisa que me puxa, meio que algo querendo me proteger. Não sei.
Conclusão: não sirvo pra usar as palavras, elas só me serviam quando eu tinha um bom motivo pra mostra-las ao mundo, mas agora é tudo indiferente então fodam-se elas também.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
E agora, josé?
Quando eu acho que começo a entender as situações, o porquê da irônia da vida, vem uma coisa e embaralha minha cabeça toda denovo com várias interrogações. Quando eu acredito no melhor das pessoas pela milésima vez, vem determinado fato e me faz abominar tudo que é relacionado à ela. E aí, sem certeza de nada, de ninguém, olho pro lado buscando o apoio que deveria estar lá, qualquer um que fosse e não, ele não está. É muito complicado esse lance de relações interpessoais, as pessoas mentem, enganam, falam a verdade, fingem, sentem, são corretas e também erradas. As pessoas não tem uma linha de comportamento a que seguem e se alguém um dia disser que tem, é mentira. Não conheço uma pessoa se quer que não tenha sido hipócrita uma vez na vida, ou então no mínimo contraditória. Mesmo que sem querer... é da natureza do humano desapontar o outro, na maioria das vezes não porque quer, mas sim porque têm expectativas sobre às quais ele não é capaz de corresponder e muitas vezes nem sabe que existem. É aí que eu chego a uma conclusão, que na verdade nem deve ter sido eu quem cheguei, mas o grande erro das pessoas é criar expectativas sobre as outras. Porque não se pode depender de ninguém para resolver-se e ter expectativas sobre alguém é esperar que ele faça como seu ideal sugere. Se não acontecer como o planejado provavelmente você sairá frustrado, e eu particularmente não sei lhe dar com frustrações em hipótese alguma! Portanto estou trabalhando árduamente para aprender a esperar as coisas apenas de mim, pois posso me empenhar e correr atrás do que eu quero. Sem mais aprovações de terceiros, a vida é minha, deixa que eu cuido. Escrever sempre me ajudou, agora são só mais novescentas e noventa e nove interrogações para serem resolvidas. Espero que até lá essa "uma" ainda esteja concreta.
* E mais mil e uma coisa para serem ditas, mas deixa pra uma próxima.
(Esse texto não é nada além de uma avaliação da minha vida como um todo, nada pessoal, sem brincadeira).
* E mais mil e uma coisa para serem ditas, mas deixa pra uma próxima.
(Esse texto não é nada além de uma avaliação da minha vida como um todo, nada pessoal, sem brincadeira).
Me deu uma vontade louca de escrever, de falar, de dissertar, coisa que há tempos não faço verdadeiramente. Eu tô com vontade de falar sobre tanta coisa, que eu até me perco em minhas próprias idéias. Falar sobre pessoas, atitudes, ironias e até do Brasil. É tudo misturado, intalado na garganta e pronto pra ser exposto. Minha maior dificuldade, talvez a única, é selecionar o que e em que ordem as coisas devem ser ditas. Meu impulso é de certa forma seletivo, mesmo que inconciente, se é que você consegue compreender. Mas eu sei que quando eu começar a gritar aqui, tudo vem como que a lava de um vulcão que é expelida e não se preocupa com a direção que vai, não por frieza, mas sim por ser tão explosiva, tão fervente, por ser tanta lava que ela vai pra todos os lados que alcança. Ficou tanto tempo presa, chegou a hora dela, né? É! Portanto daqui a um tempo quando a vontade passar a ser necessidade eu sei que vou cuspir tudo, vou enxer essas páginas de palavras com nexo, ou não, mas que pra mim farão todo o sentido. Geralmente meu impulso é só na hora em que a pressão sobe, o bicho pega e tudo tá subindo pra minha cabeça. Por enquanto eu só estou fervendo em pensamentos e com uma vontade de mandar muita coisa tomar no cu. E eu não tô revoltada não, é que eu não suporto não entender as coisas. E é por isso que eu penso, pra procurar os caminhos, com isso vou ficando louca, achando possibilidades e mirabolando idéias sem chegar a nada concreto, e enlouqueço. Por isso odeio pensar. E essa vida é tão doida, tão irônica, tão fodida e eu não entendo porra nenhuma por aqui. As coisas são uma grande merda e a gente aceita a camuflagem que as pessoas nos impõe numa boa, achando que tá sabendo de tudo. Olha a sua volta, tá tudo um lixo. E o que dá mais raiva ainda é que era pra tudo ser REALMENTE maravilhoso. Mas alguém começou a foder tudo....
* Nossa, porque vocês não morrem? Na moral :)
* Nossa, porque vocês não morrem? Na moral :)
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