sexta-feira, 1 de julho de 2011

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Forças eu tenho. Coragem mais ainda. O que eu não tenho é direito. Direito de desrespeitar a sua escolha, de desrespeitar o seu caminhos, de me meter na sua vida. Eu já tive, agora não mais. Posso não concordar com a direção que você escolheu e te achar a pessoa mais burra desse mundo, mas que poder tenho eu sobre você pra te dizer poucas e boas e obrigar a voltar? Mesmo porque eu não quero que você volte obrigada. Volta porque quer, porque tem saudades e principalmente volte porque me ama. Mas volte. Se eu acreditasse o mínimo em tudo isso que você vive eu já teria superado, eu acho. A questão é que mais do que eu acredito nessa sua nova estória, eu acredito na nossa. Cada palavra, declaração, olhar, toque e até mesmo cada briga. Nossa história foi sempre meio que uma novela mexicana, cheia de dramas e tragédias mas também quando se tratava das cenas de amor eram as mais intensas. Creio que todo esse emanharado de acontecimentos e sentimentos que provocamos uma a outra durante o período em que ficamos juntas que nos fez tão especial. Ao seu lado eu pude conhecer do inferno ao paraíso. Sendo que qualquer um dos dois me satisfazia desde que ao meu lado, em meus braços estivesse você. Fomos únicas. Você pode até cometer o imenso erro de nunca voltar, e eu o imenso erro de nunca desistir. Mas uma coisa é certa: Nunca, por mais que você procure em todos os cantos desse mundo, nunca vai encontrar alguém pra te completar como eu completei. E vice-versa. É claro que você provavelmente vai acabar seus dias com alguém que te faça bem, faça feliz e te faça achar que a vida vale a pena. Mas ainda sim, todos os momentos que vivemos ainda estarão gravados em você. E a cada música, a cada momento parecido ou até mesmo palavras iguais você vai lembrar de mim, de nós. Do que eu fui pra você, do que você foi pra mim e do que fomos juntas. Inseparáveis, confidentes, amantes, tudo. Você foi meu tudo, sempre será. Eu fui o seu, e pelo menos durante essa parte da história, desses dias passados, dessa época eu sei que sempre serei. Arrisquei tanta coisa por nós e não me arrependo segundo algum. Fugi. Menti. Fiz de tudo que eu pude por nós, muitas vezes apenas pra te abraçar e ver sorrir. Outras vezes pra brigar a noite inteira e faltando cinco minutos pra eu voltar celarmos a noite da forma mais intima e louca possível. Nós duas em um só corpo. Eu gostava da certeza do pra sempre, da certeza que eu sempre tive de que seu coração era meu. E no fundo aqui, bem escondido, eu ainda sinto isso. E é assim que te explico o porque de não te deixar ir, não te deixar me esquecer. Simplesmente porque eu tenho certeza do meu amor por você e do seu por mim. É algo visível a todos, por mais que ambas tentem esconder. Ninguém vive o que a gente viveu de graça, sem amor e sem certeza de cada palavra. E eu, romântica boba que sou, tenho fé absoluta nos sentimentos. Tenho fé absoluta no poder do amor e por isso me recuso a passar o resto dos meus dias vivendo a base de memórias e sabendo que eu tenho uma metade, que é recíproca, e a deixei ir embora. Não aceito passar o resto dos meus dias sabendo que há entre nós um amor real e que por medo ou qualquer outra bobeira deixamos com que se perdesse. Eu não suportaria conviver com isso. Você seria capaz? Não sei quanto tempo temos até que a gente se perca de vez, mas aqui está tudo o que eu posso fazer - te respeitando, sem invadir tua história - pra mais uma vez tentar salvar tudo o que somos, fomos e ainda seremos. Eu te amo, e amor nunca acaba. Não carregue isso pra sempre nas suas costas, como um peso. Carregue em seus braços, em seu olhar, seu sorriso e em teu peito. Carregue-me com você. Eu te amo, não tenha medo de me amar também.

domingo, 26 de junho de 2011

Sabe qual o segredo? Toda vez que sinto vontade de te gritar, de escrever pra você, de te roubar ou fazer qualquer coisa pra chamar sua atenção. Todaz vez que uma dessas coisas passa pela minha cabeça eu corro, eu fujo. Saio de perto de tudo que possa me conectar a ti, tudo que possa te fazer me ouvir. Corto todos os sinais e me escondo dentro de mim, refazendo a minha própria lavagem cerebral de que: Eu sei, acabou. Foi bom enquanto éramos nós, e não apenas eu e você.


Acredito cada vez mais. Resta pouco tempo, cuidado.


*Agora somos eu aqui, e você lá, super lá, longe lá. Não precisa ser assim. Pra que o medo?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sorte.

Gosto de me arriscar. Gosto do suspense, do frio que dá na barriga e o arrepio só de imaginar. Planejar momentos, inventar diálogos e viajar nas possibilidades são meu passa-tempo favorito. Deitada na minha cama vivo mil e duas histórias de amor. Caso e descaso. Tenho um amor proibido. Fujo com a pessoa que a primeira vista roubou meu amor. Sou capaz de sentir tantas emoções tão fortes, parada, sozinha. Acho que é um dom. A questão é que essa capacidade ou gosto que tenho por sonhar, chamem como quiser, me ajuda muito. E quando um sonho se torna pesadelo é através de outro sonho que me salvo. E vou me salvando, vou sonhando e vivendo, mas tenho fé que algum dia em algum momento da minha vida meus sonhos não mais se tornarão pesadelo depois de certo tempo. Vou ser capaz de criar um sonho tão, tão, tão perfeito que nada vai ser capaz de estraga-lo. Já posso imaginar os esboços dessa história e mais importante que isso já posso ver quem eu quero que faça parte dela. Mas para isso precisarei de coragem, e a tenho!

Vou a parte mais emocionante de todas, à conquista. Desejem-me sorte.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A carta que nunca enviarei.

E quando você se der conta de que o tempo passou e não estamos mais, e não estou mais, o que você vai sentir? Vai se importar? Faça o que puder fazer antes dessa hora chegar, e olha, ela se aproxima. A contagem regressiva já começou, os segundos passam frenéticamente e quando você acha que ainda há tempo, ele é o que não resta. Se é algo que pra ti valha a pena, se apresse, minha mão está estendida aqui, mas a cada dia que passa vou pra mais longe.
Fiz o que pude, fiz o que você me permitiu fazer. Mais uma vez estou aqui, se quiseres venha, se não...


Foi uma boa história.

Espero que não seja a isso que tudo se resuma, a uma história onde só ficaram as lembranças. Temos muito a viver, basta você vir. Não vou mais até você.


Estamos em suas mãos.

domingo, 19 de junho de 2011

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Certas coisas me fazem perder toda a vontade de escrever. Mas eu não acho justo. Não comigo.

A maioria das pessoas do mundo querem o amor. Há aquelas que não acreditam nele. Dessas pessoas do mundo que querem o amor, uma grande parcela não sabe valorizar o sentimento. E sabe, no fundo essas pessoas acabam se juntando com as que não acreditam. Eu faço parte da minoria que acredita. Da minoria que não quer, não quer porque já sente. Infelizmente. Digo infelizmente porque sair por aí usando e descartando corações deve ser bem mais fácil, menos doloroso e mais prático. Mas, não sou assim, que pena.

Acredito no amor. Não acredito no felizes pra sempre. O que eu acredito é em uma pessoa que vai passar o resto dos seus dias com saudade do seu amado, em alguém que a cada vez que passar por "aquele" lugar vai se lembrar dos momentos, dos olhares. Acredito que vez ou outra vai se pegar chorando de saudades, sejam elas sufocantes ou não, e que vai se perguntar: "Como seria se ainda estivéssemos juntos?" ou então "O que eu poderia ter feito pra ainda tê-lo aqui?". Isso sim é pra sempre, o sentimento, não o relacionamento. Sortudos e raros os amantes que conseguem os dois. Inveja boa de vocês.

Não consigo me adaptar a essa sociedade onde é tudo tão igualmente simples: trocar uma lâmpada, trocar de roupa e trocar de namorado. As coisas têm pesos e valores diferentes. Amor é único gente, não existe dois durante a vida. Talvez você tenha sorte e encontre alguém que seja seu cúmplice, que te provoque paixão, que te faça bem. Mas minha querida, amor é singular, é ímpar. Se você já teve o azar de encontrar o seu grande amor prepare-se, o carregará por toda a vida em seu peito.

Existem aquelas pessoas que caçam amor, também as que acham que qualquer aceleradinha do coração já é um sinal. Amor é muito mais. Amor é certeza. Quando você encontrar quem te faça senti-lo não vai ter dúvidas. É algo surreal, é maravilhosamente indescritível. É simplesmente amor, e essas quatro letras são o que mais explicam o conjunto imenso de sentimentos, mudanças, frustrações, aprendizado e tantas coisas mais que você vai passar a conhecer.

É inexplicável como tem a capacidade de ser a melhor e a pior coisa da sua vida. Te faz conhecer o céu e o inferno, ambos por coisas aparentemente tão bobas. Um abraço é o suficiente pra te apresentar o paraíso, já uma palavra fora do lugar, em má hora, te faz querer sumir, esquecer tudo. Por cinco minutos, claro, haha.

Acho que é toda essa intensidade, essa estrada imprevisível que me faz achar o amor o sentimento mais sincero e digno. Apesar dos pesares, de todos, eu me sinto muito privilegiada de saber tanto em pouco tempo. Confesso, assumo, que não sei quase nada, mas pra mim já é tanto. Vejo pessoas da minha idade e até mais velhas, bem mais velhas, não dando a mínima importância pra tudo isso. Usando pessoas, machucando a si próprios com tanto vazio. E é aí que eu vejo a sorte que tenho por saber valorizar o que se passa internamente, por saber que os sentimentos são de extrema valia.

É, uma pena que sejam poucas as pessoas no mundo capazes de tamanha nobreza: Amar.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ketrek.

Eu tentei. Só que tentar e esquecer não são duas coisas que funcionam bem juntas.
E, mesmo tentando, minhas mãos continuaram buscando teu corpo, em outras pessoas.
Meus olhos, desesperados, ainda procuravam pelo teu rosto no meio da multidão.
Ouvi mil vozes, procurando o timbre da sua risada.
Roubei diversos corações, mas não foi a mesma coisa.
E assim eu sigo, só… Tentando. Tentando, andando e continuando.

* Te aviso quando conseguir.

terça-feira, 19 de abril de 2011

É estranho não falar de amor, eu que sempre dissertei tanto sobre ele hoje já não acredito mais. Triste isso de não acreditar mais em algo que até ontem era motivo de vida, né? Um pouco. A gente se acostuma com tudo, até com o vazio. É claro que nos acostumamos tão mais fácil ao que é bom, ao amor, é incrível como em um piscar de olhos alguém que nunca acreditou em amor passa a acreditar piamente. Mais difícil é alguém que brigava por ele, hoje não crer mais. Tudo na vida são fases, tudo passa. A vida é passageira, meu querido, o tempo é fulgás. Creio agora em outras coisas, outros caminhos, mas em nenhum sorriso. Não acredito em olhar algum, muito menos em palavras ditas sob impulso. As pensadas então... essas tenho repulsa. Gosto das minhas palavras apenas, mas só das verdadeiras, as que invento eu desprezo. Passei a valorizar atitudes, e nem são toda. Estou cada dia mais seletiva quanto ao que gostar ou não, gosto cada vez menos de tudo. (Mas que mania a minha de sair da terceira pessoa e vir para a primeira, ein?! É que tento generalizar pra disfarçar, mas nunca consigo). Só tem uma coisa que me deixa bem ultimamente, a lua. Seu brilho e o modo como ela muda, sempre, suas várias fases me atraem. A cheia em especial, quando ela exibe brilho, esbanja beleza e sem pedir consegue tanta atenção. Gosto da lua porque apesar das várias fases, de alguns dias estar cansada demais do mundo pra aparecer, ela sempre está lá na imensidão azul. Por mais que não possa ser vista, ela ainda esta lá!
Ta aí, entendi tudo agora. A lua me entende. Por mais que eu esteja aqui toda perdida e descrente da vida, assim como a lua eu sei que em algum lugar, tudo o que eu sempre acreditei continua aqui. Eu só preciso arrumar um jeito de achar...

* arrumarei minha bagunça assim que tiver vontade, quando eu voltar a falar coisa com coisa eu volto. E se um dia eu voltar a acreditar no amor eu conto pra vocês.